Eclipse

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Eclipse, Eric Jhon (2020)
No eclipse, o abraço literário dos corpos celestes, solitários, esvai a dor esganiçante da saudade.

A lua reflete a luz suntuária de seu amado querido na tentativa frustrada de minorar a saudade na escuridão noturna de sua ausência, no gélido vento da madrugada.

O sol, em seu turno, taciturno ficara quando, em vão, ela cruzou seu reino diurno para o abraçar.

A lua soturnara-se novamente — aumentara sua dor. Ela se ocultou entre as nuvens para chorar sem saber que o seu brilho transluzia além daquele aparente esconderijo.

E quando já pairava no ar o cheiro petricor de suas lágrimas, resplandeceu no horizonte escuro o séquito, a segue, o soberano diurno, iluminando, açafroando, subjugando o negrume noturno e convidando-a para o abraçar.

O sol, as lágrimas de sua amada dissipou com sua imanente incandescência, com o seu ardoroso amor quando ela saiu ao seu encontro.

Foi quando ela cuidava nunca mais o abraçar, que ambos se encontraram e esvaíram a inexorável saudade.

No eclipse, o abraço literário dos corpos celestes, solitários, esvai a dor esganiçante da saudade.

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Escrever é, antes de tudo, o abstracionismo dos pensamentos, das alegrias, dos lamentos e todos os sentimentos que transpassam a alma humana. É o transbordar filosófico e poético dos mares do pensamento.

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