Meu telhado

domingo, 6 de junho de 2021

Salar de Uyuni (2019), Jheison Huerta - Reprodução BBC

O telhado de casa é bonito. Estrelado, estrelado.

É brilhante de mais, o telhado.

Uns aglomerados estelares, uns sóis distantes, muito distantes, minúsculos, minúsculos, brilhantes. Umas estrelas reluzentes, no telhado.

Um caminho de luzes na escuridão noturna sob o qual me deito e contemplo sua imensidão cósmica.

Asteroides, cometas, meteoros cruzando o céu noturno aqui e ali, como riscos, como traços de um pintor.

E quando eu vencer todas as implicações físicas da ciência humana numa metafísica matematicamente perfeita, perfeitamente conhecida daquele artista, navegarei pelas águas tranquilas daquele rio leitoso, conhecerei os mistérios quânticos e etéreos do cosmos, além da amplidão terrenal.

Conhecerei, como dele sou conhecido, o artesão que construiu meu telhado bonito, bonito.

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Escrever é, antes de tudo, o abstracionismo dos pensamentos, das alegrias, dos lamentos e todos os sentimentos que transpassam a alma humana. É o transbordar filosófico e poético dos mares do pensamento.

Debruce os sentimentos de sua alma sobre este espaço, caro leitor.

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