Outro dia

segunda-feira, 22 de abril de 2019


Gravado como a fogo em minha consciência, ficou mais uma vez a certeza de minha total corrupção — a depravação de meu sombrio coração — neste outro dia que se foi.

Há muito deixei a pueril inocência da tenra idade e lancei-me à maldade de meu espúrio coração quando a carne, outrora adormecida, libertou-se de sua crisálida, lançando-me de vez nesta desmurada prisão.

Perdão. É disso que eu necessito como um mendigo que o próprio pão não pode comprar, cuja fome o faz mendigar e clamar pelas ruas: “migalhas de pão seco para um pobre esmoleiro que a própria comida não pode comprar”.

Perdoa-me pelos pecados convictos, pelos que cometo escondido e os que pratico sem nem perceber, pois são mais altos que a minha cabeça; fardo pesado, por mim carregado, como uma caleça sem rodas.

Gravado como a fogo em minha consciência, ficou mais uma vez a certeza de minha total corrupção — a depravação de meu sombrio coração — neste outro dia que se foi.

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Escrever é, antes de tudo, o abstracionismo dos pensamentos, das alegrias, dos lamentos e todos os sentimentos que transpassam a alma humana. É o transbordar filosófico e poético dos mares do pensamento.

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