Não boto Fé

sexta-feira, 22 de junho de 2018


Não boto fé na humanidade
Que deixou de lado a bondade
Quando esta lhe pareceu banal
Pois o que encontramos são vestígios
Do que um dia, lá no princípio
Era simplesmente natural

Não boto fé na humanidade
Que abraçou a religiosidade
Pra ocultar os seus defeitos
Pois se apresentam piedosos
Fazendo promessas e votos
Mas deturpam o direito

Não boto fé na humanidade
Que, negligenciando a caridade
Tornou-se gananciosa
Pois tiram o sustento
De quem não tem nenhum alento
Pra manterem vidas majestosas

Não boto fé na humanidade
Que se promove na dificuldade
De quem não tem o que comer
Pois com uma mão sustenta o pão
E com a outra, um bastão
Pra com um clique se promover

Não boto fé na humanidade
Que oferece dignidade
Apenas para pessoas alheias
Pois se esquecem dos conselhos
Que aprenderam com seus velhos
Lançando-os em asilos-cadeia

Não boto fé na humanidade
Que promove a mortandade
De quem ainda não nasceu
Pois tiram o direito à vida
Sem qualquer alternativa
De quem a vida não escolheu

Não
Eu não boto fé na humanidade

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Escrever é, antes de tudo, o abstracionismo dos pensamentos, das alegrias, dos lamentos e todos os sentimentos que transpassam a alma humana. É o transbordar filosófico e poético dos mares do pensamento.

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